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AI Max Google Ads: o que é e como usar em 2025

Se você anuncia no Google Ads ou acompanha o mercado de tráfego pago, provavelmente já ouviu falar em AI Max. O nome soa técnico, mas o conceito por trás dele é mais simples do que parece. E entender como ele funciona pode mudar a forma como você pensa sobre campanhas de Search a partir de agora.

A grande dúvida de quem está chegando no assunto é esta: AI Max é uma nova campanha? Um novo tipo de anúncio? A resposta é não. É uma camada de otimização com inteligência artificial que você ativa sobre campanhas de Search que já existem. Uma única chave, e a IA começa a trabalhar. Mas calma: ativar sem entender o que acontece por baixo pode gerar frustração. Este artigo explica o que o AI Max faz, o que muda na prática e quando faz sentido (ou não) usar.

O que é o AI Max e por que o Google lançou agora

O AI Max for Search foi apresentado oficialmente em maio de 2025 durante o Google Marketing Live e aberto em beta global a partir de setembro de 2025, segundo o Search Engine Land e a Coalition Technologies. Em abril de 2026, o Google já o chamava de seu produto de anúncios de Search com inteligência artificial de crescimento mais rápido desde o lançamento.

O contexto importa. Hoje, 87% de todo o investimento em anúncios no Google já usa alguma forma de lances automatizados, de acordo com dados internos citados pelo portal Groas. O mercado global de inteligência artificial aplicada ao marketing vale US$ 47 bilhões em 2025, ante US$ 12 bilhões em 2020, segundo dados citados pela agência Adtail. No Brasil, 67% das empresas consideram IA uma das principais prioridades estratégicas para 2025, conforme pesquisa da Bain and Company citada pela Agência Tupiniquim. O AI Max é a resposta do Google a esse movimento: consolidar automação, criativos dinâmicos e expansão semântica em um único recurso dentro das campanhas de Search.

Como o AI Max funciona na prática: os três pilares

Para entender o AI Max, vale conhecer os três mecanismos que ele coloca em funcionamento ao mesmo tempo. O Google Ads Help os descreve como: Search Term Matching, Asset Optimization (ou Text Customization) e Final URL Expansion.

1. Search Term Matching: capturando intenção além das palavras-chave

Este é o pilar mais importante e, provavelmente, o mais diferente do que os anunciantes estão acostumados. A tecnologia, chamada de keywordless pelo Google, não depende apenas das palavras-chave cadastradas na campanha. Ela usa sinais contextuais, comportamentais e semânticos para identificar quando uma busca expressa uma intenção relevante para o seu negócio, mesmo que o usuário não tenha usado nenhuma das suas palavras exatas.

Imagine uma clínica odontológica em Florianópolis com a keyword "dentista em Florianópolis" na campanha. Com o Search Term Matching do AI Max, essa campanha passa a capturar buscas como "clínica que aceita plano odontológico perto de mim" ou "dentista com horário aos sábados no Centro". O usuário não digitou "dentista em Florianópolis", mas a intenção implícita é a mesma. E essa é exatamente a diferença entre correspondência ampla tradicional e o mecanismo keywordless: a correspondência ampla expande variações de termos. O AI Max vai além e interpreta o propósito da busca com base em contexto, histório e semântica, segundo o Search Engine Land.

Uma academia em Belo Horizonte com a keyword "academia em BH" poderia perder buscas como "musculação para mulheres iniciantes BH" ou "treino funcional perto do metrô". Com o AI Max, o sistema identifica que essas buscas pertencem ao mesmo cluster de intenção e entrega o anúncio sem que o gestor precise criar dezenas de grupos de anúncios diferentes.

2. Text Customization: criativos gerados dinamicamente

O AI Max também assume parte da criação dos textos dos anúncios. Com base no conteúdo da landing page, nos RSAs (anúncios responsivos de pesquisa) ativos e na consulta feita pelo usuário, o sistema pode gerar títulos e descrições adaptados à busca em tempo real. Isso significa que o anúncio exibido para quem busca "encanador de emergência Curitiba fim de semana" pode ter um texto diferente do exibido para quem busca "conserto de cano em Curitiba", mesmo que ambos sejam atendidos pela mesma campanha.

Para isso funcionar bem, a qualidade dos RSAs existentes e das landing pages faz toda a diferença. A IA usa esses elementos como matéria-prima. Se os ativos forem genéricos, os criativos gerados também serão.

3. Final URL Expansion: direcionando para a página certa automaticamente

O terceiro pilar permite que o Google direcione o usuário para a página do seu site mais relevante para aquela busca específica, e não necessariamente para a URL configurada manualmente na campanha. Em um e-commerce de moda, por exemplo, alguém que busca "vestido para casamento na praia verão plus size" pode ser direcionado diretamente para a página de categoria correspondente, mesmo que o anunciante tenha definido a home como URL de destino. Isso reduz fricção e aumenta as chances de conversão.

Os números que justificam a atenção

Os resultados divulgados pelo Google são expressivos. Anunciantes que ativaram o AI Max registraram, em média, 14% a mais de conversões ou valor de conversão mantendo o mesmo CPA ou ROAS, segundo dados internos do Google de 2025 (blog.google). Para campanhas onde mais de 70% das conversões vinham de correspondência exata ou de frase, o ganho médio chegou a 27% (blog.google, dados internos 2025).

Cases independentes mostram números ainda maiores em alguns contextos. A Coalition Technologies testou o AI Max em um e-commerce por 30 dias e registrou 70,15% de aumento de receita e 72,01% de melhora no ROAS. A agência brasileira MPI Solutions testou com um e-commerce de câmeras digitais: US$ 3.800 investidos geraram 23 pedidos adicionais e US$ 52.500 em receita extra. Já a L'Oréal dobrou a taxa de conversão e reduziu o custo por conversão em 31% ao ativar o recurso, capturando buscas que nunca tinham sido mapeadas antes (case study oficial Google).

Vale ser honesto, porém: os resultados não são universais. A Coalition Technologies também observou desempenho abaixo do esperado em contas de geração de leads com histórico mais fraco. Os dados do Google referem-se a médias agregadas, e o contexto de cada conta importa muito.

O que muda para o gestor de tráfego

Este é o ponto que menos aparece nos conteúdos sobre AI Max, e talvez seja o mais importante para quem trabalha com tráfego pago no Brasil.

O AI Max não elimina a necessidade de um gestor estratégico. Ele elimina, em grande parte, a necessidade de microgestão de lances, de mapeamento manual exaustivo de palavras-chave e de ajustes granulares de correspondência. Em troca, ele exige mais competência em três frentes: curadoria de criativos, arquitetura de landing pages e qualidade dos dados de conversão.

Como fontes como a i-Cherry, a Adtail e o Rogério Ramalho Digital apontam, o papel do gestor muda de executor operacional para curador estratégico. Quem define o que a IA vai usar como insumo, quem garante que o tracking está correto, quem avalia se as conversões geradas são realmente incrementais (ou seja, novas vendas, e não apenas o que já aconteceria de qualquer forma), e quem interpreta os relatórios com filtro "AI Max" no Search Terms, são decisões humanas que a automação não substitui.

Outro ponto relevante é a integração com o novo ambiente de busca do Google. Com o avanço do AI Mode e dos AI Overviews, parte das buscas passa a ser respondida diretamente pela IA do Google antes de mostrar links. Para manter visibilidade nesse cenário, o targeting baseado em IA como o AI Max tende a ser mais eficaz do que estruturas rígidas de palavras-chave exatas, justamente porque a IA do Google está interpretando intenções, não apenas strings de texto.

Quando faz sentido ativar (e quando não faz)

Antes de ativar o AI Max, existem pré-requisitos concretos. Segundo a Adtail, o botão de ativação sequer aparece na interface se a conta não tiver RSAs ativos e histórico de conversões configurado corretamente. Na prática, para que a IA opere com segurança, a recomendação é ter ao menos 15 a 30 conversões por mês registradas com tracking confiável.

Negócios locais com boa estrutura de conversão podem se beneficiar bastante: clínicas, academias, serviços de reforma, pet shops com agendamento online e e-commerces com histórico de compras são bons candidatos. Um serviço de encanamento em Curitiba com rastreamento de ligações configurado, por exemplo, pode capturar buscas de urgência como "cano estourado no banheiro agora" que nunca teriam sido mapeadas manualmente.

Por outro lado, há situações em que ativar o AI Max sem preparo pode amplificar problemas em vez de resolver: contas com orçamento muito pequeno (abaixo de R$ 1.500 a R$ 2.000 por mês em Search), nichos com baixíssimo volume de busca, contas sem histórico de conversão, negócios B2B com ciclo de vendas longo e setores regulados como saúde, financeiro e farmácias precisam de atenção redobrada. Nesse último caso, o AI Max gera criativos automaticamente e expande URLs sem aprovação prévia, o que representa risco de compliance em um ambiente regulado como o brasileiro.

A estratégia híbrida mais indicada para a maioria dos negócios combina três camadas: Performance Max para alcance multi-canal no topo do funil, AI Max Search para capturar intenção de alta qualidade no fundo do funil e campanhas de Search tradicionais para controle de branded terms e palavras-chave críticas que não devem ser expandidas.

Conclusão

O AI Max for Search não é uma revolução isolada. É parte de uma mudança de paradigma mais ampla: o Google está transferindo o controle operacional das campanhas para a IA e pedindo que os anunciantes passem a competir pela qualidade dos insumos que alimentam essa IA, não pela perfeição na estrutura de palavras-chave.

Para empresas em Florianópolis e em todo o Brasil, isso significa uma janela de vantagem competitiva para quem se preparar primeiro: histórico de conversões limpo, RSAs bem escritos, landing pages relevantes e um gestor capaz de interpretar os dados certos. Quem entrar nessa fase com essas bases, tende a colher resultados consistentes. Quem ativar o AI Max sem essa estrutura, provavelmente vai gastar budget ampliando o que já não funcionava.

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